segunda-feira, 13 de junho de 2011

MH2O lança campanha contra o crack no CE

Com o objetivo de mobilizar e sensibilizar a sociedade e gestores públicos para a problemática do crack, foi lançado nesta sexta-feira, 10 de junho, pelo Movimento Organizado Hip Hop do Ceará (MH2O), a campanha "Craques versus crack". O evento aconteceu às 19h, no palco principal do Polo de Lazer do bairro Conjunto Ceará.

A ideia é percorrer 20 comunidades da Capital alertando, através de rodas de conversas, seminários e mesas redonda, sobre a problemática da droga, os riscos, consequências e a responsabilidade coletiva no combate à sua proliferação. "O crack está exterminando a juventude. Os nosso jovens estão morrendo mais cedo. Esse é um problema que atinge não somente as famílias, mas a todos", diz a integrante do MH2O, Elisabeth Abreu.

Johnson Sales, coordenador de relações internacionais do MH2O, denuncia que não vê o governo tomar nenhuma atitude com relação ao assunto. "Já estamos na 4ª edição do ´Craques versus crack´ e até agora nada foi feito". Ele alerta que, enquanto isso, jovens continuam morrendo pelo danos causados pela droga e pela violência que ela causa. No próximo final de semana será feita a entrega das premiações dos campeonatos, no Polo de Lazer.

domingo, 12 de junho de 2011

Polícia apreende menores bêbados em Ribeirão Preto (SP)

A Polícia Militar de Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo) apreendeu nove menores de idade que participavam de uma festa com bebida alcoólica à vontade, em um "trenzinho" (uma espécie de trio elétrico) na noite de sexta-feira (10).
Os jovens foram encaminhados ao 1º Distrito Policial e, depois, liberados com a presença de um responsável.
Com o consentimento dos pais, dois deles passaram por testes de dosagem alcoólica. 'Eles estavam trançando as pernas. Um deles chegou a vomitar na delegacia', afirma o comissário de menores Marcos Gomes, da Vara da Infância e Juventude de Ribeirão.
Segundo o comissário, a festa era organizada por universitários. O trem transportava cerca de 50 pessoas pela avenida Presidente Vargas, quando foi parado por volta das 23h.
'Voltávamos de uma operação contra o trabalho infantil quando cruzamos com o trem. Ele estava lotado, com muita gente pulando e passando perto da fiação elétrica. Por isso decidimos pará-lo para averiguações', afirma Gomes.
O comissário diz que foi ameaçado por um rapaz que se identificou como um dos organizadores da festa e, por isso, teve de pedir o apoio da PM. Durante a averiguação, alguns adolescentes conseguiram abandonar o veículo sem serem identificados.
Jovens maiores de 18 anos que participavam da festa foram liberados, juntamente com o trio elétrico que pertence a uma empresa terceirizada.
Segundo Gomes, a festa foi organizada por alunos da Uniseb-COC. Procurada pela reportagem, o centro universitário informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o evento não teve nenhum vínculo com a unidade de ensino.
Os organizadores da festa foram identificados e devem ser responsabilizados pela venda irregular de álcool a menores de 18 anos. O nome dos organizadores não foi divulgado.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

GRANJA: FOTOS REGISTRAM TRABALHO INFANTIL EM RUAS GRANJENSE.

Nesta manhã de quinta-feira (03), em uma das principais ruas de Granja – (Rua Francisco Sousa) foi registrado crianças menores de idade trabalhando na recuperação dos calçamentos de nossa cidade no lugar de um adulto (Trabalho Infantil), o mais interessante é que a rua onde eles estão ajeitando um enorme buraco, já tinha sido reformado a pouco tempo e novamente esta em reforma, o blog teve acesso ao site da TCM ( Tribunal de Contas dos Municípios ) e teve informações que o Municípío de Granja fez  requerimento de quantias altas para a recuperação das ruas de Granja.

Informações do site – http://www.tcm.ce.gov.br/
A Prefeitura Municipal de Granja fez um 1° requerimento com um valor de R$ 19.147,39conforme o 1º Relatório Analítico abaixo com data de emissão 01/06/2010.
Histórico: Valor que se empenha para fazer face as despesas com complementação do empenho nº 03.07.0001, por insuficiencia de saldo, referente a 4a medição do serviço de recuperação de calçamento em várias ruas da Sede do Município de Granja, conforme contrato 01030001/2009.
Após esse primeiro requerimento a prefeitura fez novamente outro requerimento com um valor de R$ 118.940.14 conforme o 2º Relatório Analítico  abaixo com data de emissão 01/10/2010.
Histórico: Valor que se empenha para fazer face as despesas com complementação do empenho nº 01.06.0197, por insuficiencia de saldo, com a 4a e última medição de serviço de recuperação de calçamento em pedra fosca em diversas ruas da sede do Município de Granja-Ce.
Juntando os dois valores, da ao todo  R$ 138.087,53, todo esse dinheiro para a recuperação das ruas granjense e até agora ninguém vê essas ruas recuperadas, só muito buraco.
Fonte: Granja Hoje.com


terça-feira, 31 de maio de 2011

Divulgado perfil sobre adolescente em conflito com a lei no DF

Segundo a pesquisa, 31,5% dos adolescentes declararam consumir drogas, 19% bebida alcoólica e 9% consomem ambos, sendo que, a maior parte (49,3%) o faz há mais de um ano. 
 
A Promotoria de Justiça de Defesa da Infância e da Juventude acaba de divulgar o "Relatório de Pesquisa - Perfil do Adolescente Infrator". Reaizado ao longo de nove meses, os  servidores do Ministério Público acolheram informações durante as oitivas informais e os plantões de adolescentes em conflito com a lei no Distrito Federal. Os dados foram coletados entre março e dezembro de 2010 por meio de questionário eletrônico, respondidos espontaneamente por 504 adolescentes.
O questionário é composto de 4 blocos: Perfil do adolescente (idade, sexo, local e existência de reiteração da prática de ato infracional), estrutura familiar (companhia na residência, ajuda financeira do responsável legal, existência de trabalho e motivo para trabalho), situação escolar (existência de matrícula, meio de locomoção utilizado para ir à escola, evasão escolar e reprovação) e aspectos comportamentais (consumo de bebida alcoólica, substância entorpecente, prática de esportes, existência de planos profissionais para o futuro e de sonhos).
Os adolescentes que responderam à pesquisa têm entre 12 e 20 anos e a idade médica constatada mais recorrentemente é entre 15 e 17 anos. Quase 90% são homens. Dos entrevistados, 46,2% dos adolescentes praticaram o ato infracional na região administrativa de sua residência, enquanto que 46,8% saíram de sua região administrativa, onde moram, para praticar o ato infracional.
Família
A presença da mãe na residência foi indicada por mais da metade (83%), a presença do pai foi apontada em 38,5% dos casos e a presença de ambos os genitores foi indicada por aproximadamente um terço dos participantes. A maioria dos participantes (91%) recebe alguma ajuda financeira dos seus responsáveis e, dentre os adolescentes que não recebem ajuda financeira, mais da metade refere-se à figura paterna.
Quanto ao trabalho, 21% responderam que trabalham e pouco mais de três quartos não trabalham. Dentre os adolescente que não trabalham, 29% responderam já terem trabalhado. Os adolescentes que trabalham ou já trabalharam, afirmaram como motivo para a realização da atividade, primeiramente a necessidade pessoal (47%) e, em segundo lugar, o sustento familiar (21%).
EscolaridadeEm relação ao nível de escolaridade, a maioria (55%) encontra-se no ensino fundamental; 14,4% encontram-se na aceleração; 5,7% no supletivo e apenas 24,4% no ensino médio. 26,8% afirmaram não estar matriculados. Em relação ao motivo de não estarem matriculados na escola, 29,6% apontaram a falta de vaga.
Quanto ao último ano dos adolescentes não matriculados, 44,4% apontam 2009. Isso significa que muitas evasões são recentes. A matrícula, entretanto, não garante a frequência regular do estudante às aulas. Pela pesquisa, 18,2% dos adolescentes não frequentam a escola.
Quanto à localização da escola, 66,4% dos adolescentes estudam na mesma região administrativa onde moram e 33,6% estudam longe do local da residência, sendo que 53% vão à escola à pé e 31% utilizam o transporte coletivo.
Os atos infracionais mais recorrentes são roubo (22%) e tráfico de drogas (16%). A proporção daqueles que cometeram atos graves, como homicídio, roubo, tráfico de drogas, porte de arma de fogo ou estupro, é de 53% e a proporção dos que cometeram atos não graves é de 46%, como falsidade ideológica, pichação, ameaça ou dano. Quase a metade (46%) já afirmou ter praticado outro ato infracional, ou seja, reiteraram em praticar atos infracionais.
A Pesquisa demonstrou alto índice de reprovação escolar (90,5%) entre os adolescentes infratores.
DrogasA ligação entre infração e uso de drogas também foi investigada pela pesquisa. 31,5% declararam consumir drogas, 19% bebida alcoólica e 9% consomem ambos, sendo que, a maior parte (49,3%) o faz há mais de um ano. Dentre os adolescentes que declararam já ter feito uso desses produtos, 15,9% declararam ter feito uso de droga, 16,3% de bebida alcoólica e 6% de ambos.
Quanto à questão a que levou o adolescente a parar de consumir bebida alcoólica e/ou droga, está 79% como "vontade própria" do jovem. A alternativa "influência dos colegas" (49,3%) foi a mais indicada pelos adolescentes para justificar o uso de entorpecentes e/ou bebida alcoólica. 26% afirmaram não ter planos profissionais para o futuro e 29% não tem sonhos.
A pesquisa demonstrou evidência de associação entre a qualificação do ato infracional (grave e não grave) e a existência de consumo de substância entorpecente e/ou bebida alcoólica. 64% dos adolescentes que praticaram atos graves afirmaram consumir os citados produtos, enquanto que apenas 35,9% dos adolescentes que praticaram atos não graves afirmaram não consumirem tais produtos. A qualificação do ato infracional costuma ser grave nos casos em que existe o consumo de álcool ou drogas.
A Pesquisa não trouxe evidências de associação entre a qualificação do ato infracional e a matrícula e frequência em escola. A porcentagem entre adolescentes que estão ou não matriculados e frequentam ou não a escola é praticamente a mesma. Também não houve evidência de associação entre a frequência regular à escola e a existência de consumo de bebida alcoólica e/ou droga.
Questões como existência entre os locais de residência do fato e qualificação do ato infracional; entre a frequência regular à escola e a existência de proximidade entre os locais de residência e do local do ato infracional; entre o consumo de bebida alcoólica/uso de droga e a existência de proximidade dos locais de residência e do ato infracional; existência de planos profissionais/sonhos e qualificação do ato infracional; frequência regular à escola e existência de sonhos; ajuda financeira do responsável e qualificação do ato infracional; ajuda financeira do responsável e frequência regular à escola também foram abordadas. A prática de esportes, porém, apontou uma diferença inusitada: aqueles que praticam esportes aparecem mais como autores de atos graves do que os que não praticam. O esporte mais indicado foi o futebol, com a incidência de 78% das respostas.




Fonte: Andi Comunicação e Direitos, uma organização integrante da Rede ANDi Brasil.

Crianças brasileiras dormem muito tarde, diz pesquisa

Levantamento foi feito pela indústria farmacêutica, em 19 países.
Rotina é fundamental para regular o sono da criança.
A criança brasileira dorme muito tarde, segundo uma pesquisa feita pela indústria farmacêutica em 19 países. Enquanto lá fora a criança vai para a cama por volta das 20h, aqui ela só dorme depois das 22h.


Rotina é fundamental para regular o sono da criança. Desde muito cedo, elas precisam entender que durante o dia podem brincar e conversar. Mas à noite é necessário dormir. Quando escurece, os pais devem começar a reduzir o ritmo das brincadeiras, o barulho e a luz do quarto.
Uma das regras mais importantes é estabelecer um horário para seu filho ir para a cama. "O ideal seria no mais tardar às 21h", disse o neuropediatra Álvaro José de Oliveira.
Uma pesquisa feita em 19 países mostrou que, no Brasil, os bebês vão para a cama bem mais tarde que no Japão, nos Estados Unidos e na Inglaterra. E a notícia não é nada boa: quanto mais tarde a criança vai dormir, mais inconstante é o sono.
Um bom sono noturno depende também das rotinas estabelecidas durante o dia. Dê comida e banho sempre no mesmo horário. "Quando você já não faz uma rotina para a comida, uma rotina para o banho, não define bem claramente. E rotina dá segurança para a criança", disse o especialista.
Cada recém-nascido tem um ritmo, mas eles levam em média cinco meses para acertar o relógio biológico. Depois disso, são capazes de dormir direto até nove ou 12 horas.
Para evitar problemas, os médicos dão algumas dicas. Evite ninar seu bebê, pois a criança que dormiu nos braços da mãe ou andando de carro pode acordar no meio da noite querendo repetir a dose. Se ela aprendeu a dormir no berço, é capaz de acordar e dormir sozinha de novo. Quando há um desequilíbrio momentâneo, como nas férias, é bom procurar acertar o passo o mais rápido possível.
A lição pode parecer dolorosa, mas é fundamental. Se até os 5 anos de idade a criança não superar os problemas de insônia, ela terá mais chance de sofrer com distúrbios do sono pelo resto da vida.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Criança sem capacete morre após acidente com caminhão

Uma criança morreu em um acidente entre um caminhão e uma moto, nesta quinta-feira (26) à noite, em Fortaleza.
João Caique de Matos Lima, de 6 anos, viajava com os pais na moto e estava sem capacete.
Caminhão avançou a preferencial
O acidente aconteceu no cruzamento das ruas Teodomiro de Castro e Adolfo Bezerra de Menezes, no bairro Álvaro Weyne.
De acordo com a polícia, o caminhão-caçamba, que presta serviços para a Prefeitura de Fortaleza, avançou a preferencial e bateu na motocicleta. João Caique morreu no local.
O garoto era o único passageiro que estava sem capacete. Os pais dele foram levados pelo Samu para o Instituto Doutor José Frota (IJF).
Débora Aline Souza de Matos e Paulo Ricardo Fernandes Lima foram atendidos no setor de traumas e o estado de saúde deles é estável.
Dupla toca fogo no caminhão
Na delegacia, o motorista Flávio de Costa Lima, de 26 anos, disse que perdeu o controle do veículo. Duas viaturas do Corpo de Bombeiros foram acionadas para o local do acidente para apagar o fogo que foi ateado no caminhão.
Segundo populares, o ato criminoso foi praticado por dois homens em uma moto. O número da placa foi anotado e repassado para a polícia.
No trecho, é possível observar que a sinalização horizontal está apagada, a placa de pare está parcialmente encoberta pelo poste e a placa de sentido proibido está mal posicionada.
Os moradores reclamam que os acidentes são constantes e pedem providências.
Categoria: Polícia



Comentários (01)

Elza Gomes
em 27 de maio de 2011
É sempre assim, os pais protegidos e os filhos empendurados na moto, um monte de bagagem e a criança 100% desprotegida. e outra, moto só tem lugar para 2 pessoas é o codigo de transito. respeitem!!!
as pessoas mesmo erradas querem está certas.
Sinto por esta vida,

Justiça condena shopping no interior de SP por preconceito a criança

Menina com síndrome de down foi impedida de frequentar parquinho.
Centro de compras de Taubaté terá de pagar indenização por danos morais.

Um shopping de Taubaté, a 120 km de São Paulo, foi condenado a pagar uma indenização de R$ 40 mil a uma família de moradores da cidade. O motivo: impedir uma criança com síndrome de down de brincar no parquinho. Para a Justiça, a medida foi preconceituosa e discriminatória.
Como qualquer criança de seis anos, a menina adora brincar em parquinhos. Mas, foi proibida de frequentar um deles porque tem síndrome de down. Em maio do ano passado, ela foi levada pela mãe a uma piscina de bolas dentro do shopping.
Quando acabou o tempo da brincadeira, a funcionária orientou a mãe a não levá-la de novo ao local. “A gerente do brinquedo falou que ela não poderia frequentar mais por ter síndrome de down. Falou que tinha cliente que tinha preconceito”, explicou Nadir Aparecida Silva, mãe da criança.
Ela fez uma reclamação por escrito ao shopping. Em seguida, recebeu o telefonema de uma funcionária. “A gerente de marketing ligou no outro dia para mim. Ela falou que ela não poderia freqüentar lá, porque não tem brinquedo especial para ela.”
Indignada, a família acionou a empresa na Justiça e venceu a causa em primeira instância. O shopping terá que pagar à família uma indenização por danos morais. Na sentença, o juiz apontou o despreparo dos funcionários e disse que eles agiram com preconceito e discriminação. O shopping não quis comentar o caso.

O promotor da Vara da Infância e da Juventude de Taubaté, Antônio Carlos Ozório, aprovou a pena. “Além de servir como lição, serve como um aviso para que esse tipo de conduta não ocorra. Hoje, nós temos que aceitar a diversidade e temos que incluir essas pessoas na vida social, familiar, na escola, na sociedade, no trabalho, como prevê as Nações Unidas (ONU).”
Ainda cabe recurso, mas o shopping também não comentou se vai recorrer. No processo, a defesa alegou que os funcionários não discriminaram a criança e que apenas advertiram os pais, que teriam passado do horário para ir buscar a menina.
  

Do G1 SP, com informações do VNews


 

MENINA RELATA ABUSOS EM CARTA E TRÊS SÃO PRESOS NO INTERIOR DE SP.

Uma carta escrita por uma menina de 9 anos nesta quarta-feira (25) fez com que a polícia prendesse três pessoas suspeitas de estupro em Itapuí, a 308 km de São Paulo. Entre os detidos está a mãe da criança, de 28 anos. Uma denúncia anônima levou a polícia até os suspeitos e a vítima. Na delegacia, a menina escreveu uma carta contando que era violentada desde os 4 anos, com permissão da mãe.Além da mãe, seu companheiro, de 23 anos, e o marido da avó, de 44 anos, foram presos. Eles deverão responder a processo por violência sexual contra menor de idade. Se condenados, podem pegar até dez anos de prisão. A menina foi encaminhada para um abrigo.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

COMISSÃO DA AL APROVA PROJETO QUE PEDE DELEGACIA DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE PARA CAMOCIM

 
A Comissão de Defesa Social da Assembleia Legislativa aprovou, na manhã desta quarta-feira (25), dois projetos de indicação de autoria do deputado Rogério Aguiar (PSDB). Os dois projetos solicitam a implantação de uma Delegacia da Criança e do Adolescente nos municípios de Camocim e de Acaraú, respectivamente. O Projeto deverá ser votado em plenário em breve, e se aprovado, ficará a cargo do Governador Cid Gomes sua implantação, ou não. 
 
fonte camocim online

terça-feira, 17 de maio de 2011

COMO SURGIU O DIA NACIONAL DE COMBATE AO ABUSO E EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BRASIL.

Aracelli Cabrera Sanches Crespo (Vitória, 2 de julho de 1964 – Vitória, 18 de maio de 1973) foi uma criança brasileira assassinada violentamente em 18 de maio de 1973. Seu corpo foi encontrado somente seis dias depois, desfigurado e com marcas de abuso sexual. Vinte e sete anos depois, a data de sua morte foi transformada no Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes pelo Congresso Nacional. 

Araceli era a segunda filha de Gabriel Crespo e da boliviana radicada no Brasil, Lola Sanchez. Viviam em uma casa modesta, na rua São Paulo, hoje Rua Araceli Cabrera Crespo, no bairro de Fátima, na cidade de Serra (Espírito Santo), vizinha à cidade de Vitória, capital do estado do Espírito Santo.

A ausência de Aracelli foi notada pelo pai, quando a menina não voltou para casa depois da escola, o Colégio São Pedro, em Vitória, no dia 18 de maio de 1973. Pensando se tratar de um sequestro, distribuiu fotografias da filha aos jornais.

O corpo da menina Aracelli foi encontrado 6 dias depois nos fundos do Hospital Infantil de Vitória (Hospital Jesus Menino). A menina teria sido mandada pela mãe para entregar um envelope a Jorge Michelini, tio de Dante, um dos suspeitos de sua morte. Chegando lá, os acusados a teriam drogado, estuprado e assassinado num apartamento do Edifício Apolo, no centro de Vitória. Os rapazes, sob efeito de cocaína, teriam lacerado a dentadas os seios, parte da barriga e a vagina da menina. Eles teriam levado o corpo dela para a boate de Jorge, onde o deixaram num freezer por vários dias. Um ácido corrosivo foi jogado para dificultar a identificação do cadáver de Aracelli.

Os suspeitos do crime eram pessoas ligadas a duas famílias ricas do Espírito Santo. Os nomes dos envolvidos do caso eram Paulo Constanteen Helal, conhecido como Paulinho, e Dante Michelini Júnior, conhecido como Dantinho. Dante era filho do latifundiário Dante Michelini, influente junto ao regime militar, enquanto Paulinho era filho de Constanteen Helal, de família igualmente poderosa. Eles eram conhecidos na cidade como usuários de drogas que violentavam meninas menores de idade. O bando teria sido responsável também pela morte de um guarda de trânsito que havia lhes parado. Ambos foram citados nos artigos 235 e 249 do Código Penal.

Existem dois processos no Fórum Criminal de Vitória em que Araceli Cabrera Sánchez Crespo aparece como requerente: No primeiro, atualmente numerado como processo 024.92.002914-7, aparecem como requeridos: Alexandrino Alves, Elson José dos Santos, Hermes Ferreira da Silva e Manoel Nunes de Araújo, réus nos artigos 312 e 327 do Código Penal brasileiro. No segundo, atualmente numerado como processo 024.91.003198-8, aparecem como requeridos: Dante Brito Michelini, Dante de Barros Michelini e Paulo Constanteen Helal, réus nos artigos 235 e 249 do Código Penal brasileiro.

Também foi apontada como suspeita, no "Caso Aracelli", a mãe de Aracelli, Lola, que teria usado a própria filha como "mula" (gíria conhecida para pessoa que entrega drogas) para entregar drogas a Jorge Michelini. Lola, que seria um contato na rota Brasil - Bolívia do tráfico de cocaína, desapareceu de Vitória em 1981, residindo atualmente na Bolívia, tendo o pai de Araceli, Gabriel Crespo, falecido em 2004.

Apesar de Paulo e Dante serem os principais suspeitos e de haver algumas testemunhas contra eles, os dois jamais foram condenados pela morte da Aracelli, na época com 8 anos de idade. De acordo com o relato de José Louzeiro, autor do livro Aracelli, Meu Amor, o caso produziu 14 mortes, desde possíveis testemunhas até pessoas interessadas em desvendar o crime. Ele próprio, enquanto investigava o crime em Vitória para produzir seu livro-reportagem, teria sido alvo de "queima de arquivo". De acordo com ele, um funcionário de hotel, pertencente à família Helal, teria lhe alertado de que estava correndo risco de morte. A partir de então, Louzeiro passou a preencher ficha num hotel e se hospedar em outro.

Araceli foi sepultada, 3 anos depois, no Cemitério Municipal de Serra-Sede, no túmulo de número 1213, na cidade de Serra.

 Investigações

Após o sargento José Homero Dias, quando estava prestes a finalizar as investigações, ser morto com tiros nas costas, o caso ficou esquecido por algum tempo. Clério Falcão, na época vereador que se elegera com a promessa de levar o caso Aracelli até o fim, conseguiu a constituição de uma CPI na Assembléia Capixaba. Esta concluiu que houvera omissão da polícia local, interessada em manter distantes das suas investigações os reais assassinos, que eram figuras de prestígio. O crime repercutiu em todo Brasil, exigindo a devida apuração e a punição dos culpados.

A testemunha chave do caso foi Marisley Fernandes Muniz, antiga amante de Paulo Helal, que declarou que Aracelli fora violentada e dopada com forte dose de LSD, à qual não resistiu. O corpo da menina Aracelli permaneceu no Instituto Médico Legal de Vitória até outubro de 1975, quando foi enviado para autópsia no Rio de Janeiro, sendo sepultado no ano seguinte, 1976, em Vitória. O perito carioca Carlos Eboli constatou que a causa mortis fora intoxicação exógena por barbitúricos, seguida de asfixia mecânica por compressão.

A partir de então, as famílias Helal e Michelini contrataram os doze melhores advogados de Vitória para destruir as provas do crime. Em 1980, Dante e Paulinho foram condenados pelo juiz Hilton Sili a 18 e 5 anos de reclusão, respectivamente. No entanto, a sentença foi anulada. Num novo julgamento, que ocorreu em 1991, eles foram absolvidos. Desde então, de acordo com Louzeiro, se tornaram "pais de família católicos, senhores acima de qualquer suspeita".

18 de maio

A idéia de se celebrar o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolecentes surgiu em 1998, quando cerca de 80 entidades públicas e privadas reuniram-se na Bahia para o 1º Encontro do ECPAT no Brasil. O ECPAT é uma organização internacional que luta pelo fim da exploração sexual e comercial de crianças surgida na Tailândia. Assim sendo, a então deputada federal Rita Camata, atuando como presidente da Frente Parlamentar pela Criança e Adolescente da Câmara dos Deputados, propôs um projeto de lei que estabelecia o dia da morte de Aracelli como Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolecentes.

A Lei N° 9.970 foi sancionada em 17 de maio de 2000. Desde então, entidades que atuam em defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes promovem atividades em todo o país para conscientizar a sociedade e as autoridades sobre a gravidade dos crimes de violência sexual cometidos contra menores.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Caso_Aracelli